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ORBIS reconhecida pela UE (Correio do Vouga)

17
Jan

Orbis reconhecida pela Comissão Europeia

A Orbis – Cooperação e Desenvolvimento obteve recentemente a acreditação como entidade de envio e entidade coordenadora de Serviço de Voluntariado Europeu. “Entramos noutra «liga», estando neste grupo europeu, coordenado pela Comissão Europeia”, afirma Pedro Neto, líder da organização nascida no seio do Secretariado Diocesano de Animação Missionária da Diocese de Aveiro (SDAM).
Para a Orbis, organização que tem formado e enviado jovens em voluntariado missionário para África e Brasil, tal reconhecimento traz várias vantagens e algumas responsabilidades. A primeira vantagem será a integração numa rede de organizações promotoras de voluntariado. “Os contactos daí potenciados poderão eventualmente resultar em parcerias de trabalho que vão além do serviço de voluntariado”, refere Pedro Neto ao Correio do Vouga. “Estávamos já na rede CLAS do Município de Aveiro. A partir de agora, estamos também na rede Europeia. Ou seja, os nossos trabalhos e projectos não serão uma gota isolada, não seremos mais uma pequena ONG a trabalhar sozinha no seu canto, mas em grande comunidade e em união de esforços, participando a nível europeu no seu projecto global de desenvolvimento sustentável, e com a força mundial que é o voluntariado, força maior em “soldados” que os exércitos da NATO”, refere Pedro Neto. “Logo na primeira semana de acreditação fomos contactados por outras ONG e até por pessoas de outros países europeus interessadas em fazer voluntariado connosco! É uma das coisas boas da globalização e desta “federação” em que a Europa cada vez mais se tornará!”, acrescenta.

Outra vantagem será o financiamento. “Uma das dificuldades que sempre tivemos foi a disponibilização de recursos financeiros para as viagens. No início, as ofertas da Diocese através da partilha dos jovens [nos ofertórios das missas em que havia crismas] cobriam as despesas. Com o tempo, os voluntários aumentaram e, muitas vezes, depois da primeira missão de curta duração, as pessoas «desapareciam». Em termos de gestão de recursos, tornavam-se um encargo muito pesado e não um investimento humano. Assim, a partilha dos jovens passou a ser inteiramente para apoio directo às Missões para onde os voluntários iam trabalhar, passando os jovens a assegurar a despesa de deslocação. Tivemos sempre o cuidado de que ninguém ficasse em terra se não pudesse pagar; e por isso desenvolvemos sempre actividades de captação de recursos financeiros”.

O panorama pode agora mudar. “No âmbito da acreditação da ORBIS é assegurado ao voluntário alojamento em regime de pensão completa, um seguro com cobertura total, um subsídio e, se for caso disso, um incentivo para desenvolver uma acção de seguimento. As despesas de viagem são reembolsadas a 100%”, afirma o dirigente.
Por outro lado, a Orbis, enquanto instituição de envio, receberá apoios que permitam custear as actividades de formação, acompanhamento e avaliação.
Claro que a acreditação também implica responsabilidades. A primeira de todas foi a elaboração do extenso processo (estatutos, motivações, actividades desenvolvidas) que permitiu a própria acreditação. As seguintes são as candidaturas aos programas de apoio. “Ou seja – diz Pedro Neto -, para obter os apoios comunitários é necessário elaborar projectos e proceder à respectiva candidatura”. Todas as actividades que envolverem voluntários serão convertidas em projectos, submetidas a aprovação e sujeitas a avaliação.
A acreditação talvez aumente um pouco a burocracia, mas significa o alcançar de um objectivo primordial, como salienta Pedro Neto: “Foi para isto mesmo que criámos a ORBIS: facilitação do trabalho já desenvolvido no âmbito do SDAM e crescer no volume de benefícios a causar às populações onde intervimos, em parceria com os Missionários no terreno, com projectos, fundamentados e verdadeiramente contribuintes para o esforço global (rede) do cumprimento dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio!”

Fonte:  CORREIO DO VOUGA, 04/06/2008

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